À Luz dos Originais - "O Pentecostes e o Sábado (Shabbat)"
- Alex Borges

- 7 de abr. de 2020
- 2 min de leitura

Uma coisa que muitas vezes nos escapa na narrativa de Atos sobre o derramamento do Espírito Santo é que isso aconteceu em um domingo. Pentecostes era um sábado celebrado em uma santa convocação no primeiro dia da Semana. Lembrando que o termo Shabbath (שַׁבָּת), traduzido muitas vezes por "sábado", significa "descanso". Em Lev. 23.15-22 encontramos a instituição da festa das semanas ou pentecostes ( Dt 16.9-12). Os judeus precisariam contar sete sábados (sétimo dia) após a páscoa, totalizando 49 dias, e contar o dia seguinte, necessariamente um domingo, para celebrar o sábado (descanso) de pentecostes.

Em Atos 2 nós encontramos a igreja reunida no dia de pentecostes, 49 dias após a páscoa de Jesus Cristo, portanto sete vezes sete, mais um dia, assim, sete semanas após a ressurreição de Cristo! Isso não parece ser aleatório, mas aponta para a perfeição da obra da Redenção.
A igreja estava reunida no domingo, sete semanas após a ressurreição, mantendo a tradição das aparições do próprio Cristo ressurreto (Jo 20.1; 19; 26). E neste domingo, Jesus aparece mais uma vez para derramar o Espírito Santo cumprindo a profecia de Joel 2.28-32. Essa profecia anuncia o grande dia do Senhor (heméran kyríu – ἡμέραν κυρίου), que é anunciado pelo derramar do Espírito Santo no dia do Senhor (kyriakê heméra – κυριακῇ ἡμέρα), o domingo.

Portanto, nesta narrativa nós temos o domingo, dia do Senhor, como o finalizar da obra de Redenção e capacitação de Cristo, e também o anúncio da vinda de Cristo no grande "Dia do Senhor," quando ele virá julgar o mundo e buscar sua noiva para o "Eterno Sábado" (descanso) que ele tem preparado para a igreja.
Assim, podemos adorar ao Senhor neste santo dia que ele separou de forma tão maravilhosa e descansarmos, como ele descansou, para aguardar aquele grande dia que descansaremos num eterno Shabbath, preparado por ele.
Maranata!
Shalom u'lehitraot! (paz e até a próxima)
Atenciosamente,
Alex Borges.









Comentários