"Símbolos Judaicos"
- Alex Borges

- 5 de mar. de 2020
- 5 min de leitura
Há vários símbolos usados no judaísmo, todos amplamente ligados ao sentido religioso. Vejamos alguns desses símbolos e seus significados, para que de alguma forma, estabeleçamos um ponto de contato com o modo de vida desse povo peculiar.
1. A ESTRELA DE DAVI (MÔGEN DAVID).

A estrela de Davi talvez seja o símbolo mais conhecido no Judaísmo. Ela é usada na Bandeira Nacional de Israel, também se encontra nas sinagogas. É muito comum ver judias usando a estrela na correntinha do pescoço. As vezes, judeus usam a estrela num alfinete de gravata.
A estrela tem dois triângulos entrelaçados. Um triângulo aponta para o céu e outro para a terra. Então, é uma estrela de seis pontas.
No final do século XIX, a Estrela de Davi tornou-se um símbolo do movimento sionista, impulsionando seu simbolismo da identidade judaica no cenário internacional. Em uma nota triste e infeliz, mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, no século 20, a Estrela de Davi foi escolhida pelos nazistas como o símbolo para marcar e identificar indivíduos judeus para a perseguição. O símbolo usado era tipicamente amarelo, ou azul com fundo branco, e o uso de um era imposto pela população nazista. Tornou-se obrigatório e qualquer pessoa da população judaica que não o usasse era punida severamente.
Apesar desse uso desumano do símbolo, alguns judeus escolheram usar o símbolo voluntariamente como demonstração de desafio contra a invasão nazista. Depois do Holocausto, a Estrela de Davi foi usada na bandeira nacional de Israel.
Mesmo que os rabinos modernos afirmam que a estrela não tem nenhum significado religioso os hebreus cristãos vêem nela um significado muito interessante. Para eles a estrela representa o Deus Triuno e os homens nas suas três partes, corpo, alma e espírito. O triângulo voltado para terra, representa a Trindade pegado à outro triângulo que representa os homens e levando-os para o céu !
Embora muitos significados diferentes tenham sido atribuídos à Estrela de Davi, nenhum significado único é completamente aceito por todos os membros da comunidade judaica. Um texto judaico medieval sugere que as seis pontas da Estrela de Davi são indicativos dos seis atributos masculinos de Deus.
As seis pontas simbolizam o governo de D’us sobre o universo em todas as seis direções.
No decorrer da longa e difícil história do povo judeu, atingimos a compreensão de que nossa única esperança é colocar nossa confiança em D’us.
Originalmente, o nome hebraico – Môgen David – literalmente “Escudo de David” – referia-se poeticamente a D’us. Reconhece que nosso herói militar, o Rei David, não venceu pela própria força, mas pelo apoio do Todo Poderoso. Isso também é mencionado na terceira bênção após a leitura da Haftará no Shabat: “Bendito sejas Tu, D’us, Escudo de David.” Além disso, desde o século 20, a Estrela de Davi tem sido associada ao número sete, e assim com a Menorá, a saber, o antigo candelabro hebreu de sete lâmpadas que aparece na Bíblia e foi usado por Moisés. Outras sugestões ligam o desenho da Estrela de Davi com as seis direções do espaço descritas no Sêfer Yetzirá (Norte, Sul, Leste, Oeste, Centro, Cima e Baixo); os seis dias da criação, e o sétimo dia de descanso, e os seis dias úteis de cada semana no calendário. Existem várias outras interpretações ao longo da história, cada uma com seu próprio significado, embora as listadas acima sejam as mais comumente reiteradas entre a comunidade judaica. Independentemente do número de definições e significados atribuídos ao símbolo da Estrela de Davi, há um ponto comum entre todas essas atribuições; cada ponto da estrela é indicativo de algo em si, com o centro do hexagrama também representando algo.
No mundo moderno, a Estrela de Davi tem vários usos, embora estes não tenham mudado muito ao longo da história. Desde 1948, a bandeira de Israel apresenta um hexagrama azul sobre um fundo branco. Também pode ser comumente usado em esportes, com estrelas notáveis de Israel ou da herança judaica escolhendo usar o símbolo para representar sua herança. As sinagogas modernas também continuam a usar a Estrela de Davi em sua arquitetura.
2. TEFILIN (FILACTÉRIOS)

Jesus menciona o uso de Tefillin em Mt. 23:1-5. Mas ELE disse que os costumes tornam-se mero símbolos de orgulho dos fariseus.
Os Tefillin consistem em duas caixinhas de cor preta, e de uma ou duas polegadas quadradas com correias de couro segurando-as. As caixinhas contem pedaços de pergaminhos inscritos com versículos da Torah em hebraico. Os trechos são os seguintes: Ex. 13:1-16 ; Deut. 6:4-9 ; 11:13-23 ; que proclamam a unidade de Deus, Sua providência e a restauração de Israel.
Ortodoxos e Conservadores usam os Tefillin todos os dias úteis nas suas orações pela manhã. Exceto no sábados.
Motivo do Tefillin? Para remover as distrações mundanas quando se está preparando-se para orar. O trabalho de colocar as caixinhas no braço esquerdo e na testa exigia concentração.
Uma caixinha colocada no braço esquerdo é pela proximidade do coração, simboliza os laços de emoções da fé, enquanto a caixinha colocada na testa simboliza a aceitação intelectual da Palavra de Deus.
Um rabino disse que tudo mostra a consagração do nosso coração e das nossas mãos à vontade de Deus.
3. TALIT (SHALE DE ORAÇÃO).

O Shale de oração é usado pelos ortodoxos em obediência a Lei Bíblica. É feito de tecido de seda ou lã, na cor branca e azul, que são as cores de Israel. O shale ou Talit tem franjas nos quatros cantos ou bordas chamadas, “TsiTsis” conforme ensinado na Torah. (Números 15:37-40; Deut 22:12). Os judeus usam o Talit somente nos cultos da manhã. Geralmente, o judeu usa o seu tallith no dia do seu Bar-Mitzvah (iniciação na Lei). Algumas congregações ortodoxas, entretanto, concedem o Talit só no dia do casamento. Originalmente, o Talit era um símbolo de distinção, reservado pelos rabinos e escolares ou anciões. Hoje em dia, é símbolo de igualdade. Os judeus piedosos usam o Talit como mortalha, e não sepultados nele.
4. KIPPÁ OU YARMULKER (BOINA).

Os ortodoxos usam o Kippá ou Yarmulkeh, ou um chapéu sempre e não só durante as orações. Os conservadores usam Yarmulkeh só nos atos de adoração. (orações e cultos). Os reformados, geralmente, não usam nos seus cultos. Não é bíblico e sim apenas tradição. Os rabinos tem opiniões diferentes em relação a origem e uso do Yarmulkeh . Uns dizem que originou-se no tempo antigo simplesmente como proteção contra o sol em Jerusalém. E, ao mesmo diz que, a arqueologia nos revela que os judeus antigos não usavam chapéus ou Yarmulkeh quando oravam. Em fim o Yarmulkeh tornou-se um símbolo de reverencia.
Conforme o ensino do N.T., é possível perceber um sentimento de vergonha para homens orar ou pregar com a cabeça coberta, ao contrário para as mulheres, tem-se como obrigação. (1 Cor. 11: 1-5). Tradução de 300 anos aproximadamente.
5. A MENORAH (O CANDELABRO, CASTIÇAL).

O uso deste símbolo é baseado em (Êx. 25:31-40 e 37:17-24).
A passagem relata que o candelabro ou castiçais foi feito para ficar no tabernáculo. Este trecho nos dá uma direção do candelabro. Tinha que ser:
1. Um pedestal.
2. Uma haste principal.
3. Seis haste saindo da haste principal; três de um lado e três do outro.
4. Tem flores, cálices e maçanetas.
Mas tudo foi feito de uma peça só de ouro batido.
Hoje em dia, as menorah que se encontram nas sinagogas não tem sete hastes conforme o ensino de alguns rabinos. Tem seis ou oito hastes. Porquê? Para lembrar a importância do tabernáculo e do templo, os judeus usam o candelabro exatamente como era antigamente. Isto é para mostrar o seu respeito ao original e para honra-lo.
O Judaísmo usa um outro candelabro especial que tem nove hastes. Uma delas é serva para as outras. Esta peça é usada sempre na festa de Chanukah
(dedicação), "Festa das Luzes."
Atenciosamente
Alex Borges.









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