A Bíblia, meios de comunicação, livros, experiência pessoal, vida diária, experiências comprovadas.
8. A INTRODUÇÃO E A CONCLUSÃO
A mensagem consta de três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
Estas três partes podem ser comparadas ao vôo de um avião:
Introdução = decolagem,
Desenvolvimento = vôo,
Conclusão = pouso.
Na viagem de avião, a decolagem e o pouso são os momentos que mais exigem atenção do piloto.
Da mesma forma, a introdução e a conclusão numa mensagem exigem muita atenção do pregador.
a) A INTRODUÇÃO
É a parte da mensagem em que se apresenta o assunto a ser tratado. Deve procurar chamar a atenção
da assistência logo nesta parte e mantê-la presa até o final da mensagem. O pregador deve procurar
transmitir uma seqüência ordenada de idéias que o ouvinte poderá acompanhar até a conclusão final da
mensagem.
Para chamar a atenção da assistência é preciso despertar o interesse para o que for dito. Para isto
podemos:
1=> Lançar algumas perguntas. O pregador chama a atenção do ouvinte despertando-lhe a curiosidade
por meio de perguntas. Evidentemente durante a mensagem as perguntas deverão ser respondidas com
a explicação do pregador dentro do texto lido.
2=> Apresentar o contraste entre a opinião popular e o texto lido, ou também entre religião e Obra. Por
exemplo: Texto Jo.: 1:11-13; "Muitos dizem: Todos são filhos de Deus. Porém, não é o que a Bíblia
afirma."
3=> Mostrar o valor prático do que vai ser dito. Em outras palavras: - Para que serve isto?
b) A CONCLUSÃO
A conclusão é o desfecho da mensagem. Uma das falhas mais comuns que os pregadores cometem na
conclusão das mensagens é a de ficar dando voltas e voltas sobre a mesma matéria até que o tempo se
esgote.
Terminada a exposição do tema, uma forma de se concluir a mensagem é convidar ou exortar a
assistência para obedecer aquilo que foi explicado. A conclusão deve ter relação com o ALVO da
mensagem. Não pedir para a congregação ficar em pé e reprisar novamente o que foi dito. Evitar
também falar algo negativo no final. A mensagem deve terminar com palavras de alegria, louvor,
triunfo, glorificação, uma vez que sempre, a última impressão é a que permanece.
9. PREPARAÇÃO DA MENSAGEM
Quando se fala em preparação, não quer dizer que se deva ler ou decorar a mensagem, evidentemente.
No entanto, o pregador deve ir à frente da assistência sabendo o que vai dizer.
10. ORIENTAÇÕES PARA A PREPARAÇÃO
a) Guardar na mente os pontos principais da mensagem.
b) Se for uma mensagem mais complexa, o pregador pode fazer breves anotações em uma folha de
papel do tamanho ou menor que a Bíblia, para ajudá-lo a se lembrar dos pontos principais da
mensagem. Durante a mensagem, o pregador desenvolverá os pontos principais anotados na
folha de papel. É conveniente, ao ler a Bíblia, e mais tarde, meditando sobre ela, anotar
imediatamente alguma revelação que se tiver. Futuramente, aquela revelação poderá ser
utilizada em alguma mensagem.
c) É sábio, recebida uma revelação do Senhor sobre um texto ou assunto da Bíblia, não pregar nela
imediatamente. É melhor deixar que a mensagem amadureça, crie forma, se desenvolva na
mente e no coração antes de pregar. Pregar uma revelação antes da hora é "abortar" a
revelação.
d) A preparação inclui determinar a ordem em que os pontos da mensagem serão transmitidos. A
regra prática para isto é a seguinte: - Partir do revelado para o desconhecido.
e) Levar a Bíblia para o púlpito com um marcador de páginas no texto a ser lido.
f) Pode ser útil a consulta a um dicionário bíblico, um mapa, uma Bíblia em outra versão ou idioma,
para ajudar o pregador a explicar o texto escolhido.
11. TIPOS DE MENSAGEM
a) TEXTUAL: - mensagem baseada na divisão do texto.
b) TÓPICA: - mensagem baseada na divisão do assunto.
c) EXPOSITIVA: - mensagem considerada mais difícil de ser preparada, porém mais fiel às verdades do texto, pois visa expor a real mensagem nas entrelinhas do texto.
12. PREPARAÇÃO DO PREGADOR
A preparação do pregador inclui a oração, o jejum e a aplicação da mensagem à sua própria
vida.
Três atitudes do pregador podem estragar a pregação:
Confiar em si próprio e não depender do Espírito Santo.
Procurar a sua própria glória e não a do Senhor.
Contradizer o que foi pregado com sua própria vida (mensagem "faça o que eu digo, mas não
faça o que eu faço").
Após a entrega da mensagem existem duas reações possíveis que são comuns ao pregador e
que são perigosas, devendo ser evitadas.
Sentir-se orgulhoso ("que bela mensagem eu preguei");
Sentir-se fracassado ("que mensagem horrível eu preguei ! Como me saí mal !").
13. PREGANDO A MENSAGEM
a) VOZ
A voz na entrega da mensagem deve ser natural, apenas em ritmo um pouco mais lento e em tom um
pouco mais alto do que numa palestra comum. Evitar a voz gritada, tremida, artificial.
b) GESTOS
Já disse alguém: o corpo fala. Portanto é natural fazer alguns gestos. No entanto não se deve exagerar,
movendo freneticamente os braços, fazer caretas, contorcer o corpo, etc. No início da mensagem não
deve haver gesto nenhum e uma atitude serena, calma, digna.
c) FISIONOMIA
Nem rosto aberto em sorriso (dá idéia de leviandade), nem fisionomia fechada e carrancuda (faz
lembrar ameaça).
d) APARÊNCIA
A aparência de quem fala deve ser agradável. É sábio vestir-se adequadamente à solenidade (nem mal vestido, nem vestido com excessivo luxo numa congregação humilde).
e) RESPIRAÇÃO
O pregador deve dividir as pausas de acordo com os movimentos da respiração. A mensagem de um
pregador que não sabe respirar cansa os ouvintes. Convém utilizar períodos curtos quando se fala.
Período é uma série de palavras que encerram uma idéia completa e que, quando escritas, terminam
com um ponto final. O ponto final equivale a uma pausa para inspirar. Evitar emendar todas as idéias da
mensagem com "e", "mas", "porém", etc., ou ainda, inspirar no meio de uma palavra.
f) VELOCIDADE
Não se deve falar nem muito depressa (cansa e dificulta a compreensão) e nem muito devagar, com
longas pausas (fica monótono). O mais natural é variar a velocidade no falar, ou seja, falando mais
rapidamente as palavras de importância secundária e mais devagar as idéias a acentuar ou destacar.
g) TOM DE VOZ
Variar o tom da voz. Deve ser mais grave nas partes sérias, solenes, tristes e mais aguda, nas partes
alegres.
h) VOLUME DE VOZ
Evitar extremos: gritar ou falar muito baixo. As idéias a destacar são pronunciadas em volume de voz
mais alto, para chamar a atenção do ouvinte. A aplicação da mensagem deve ser feita com voz mais alta
que a explicação.
i) OLHAR
Não ficar olhando para as mãos, para a janela, para o teto, ou ficar arqueado sobre a Bíblia (a
congregação instintivamente olha para onde o pregador estiver olhando, provocando distração). O pregador deve pregar voltado para o público. Jamais ficar meio de lado (como se estivesse com vergonha ou com medo). O mais natural é olhar para o público de frente e, vez por outra,
olhar para a Bíblia aberta no texto a pregar (que, aliás, não deve ser fechada depois da leitura).
j) NERVOSISMO
O nervosismo é natural, mesmo em pregadores experientes. O pregador deve demonstrar segurança,
uma vez que traz a mensagem do Rei. Não deve ficar balbuciando desculpas ou pedindo licença para a
congregação.
l) LEITURA DO TEXTO
- Saudar com a Paz do Senhor Jesus
- Pedir para o povo ficar em pé (caso ainda não esteja)
- Dar a referência do texto, repetir, e esperar pacientemente o povo encontrar o texto (às vezes é bom explicar como achá-lo)
- Ler o texto de forma pausada para que todos acompanhem.
Depois da leitura o pregador pode orar.
m) ERROS A EVITAR
- Uso de gírias, palavras e expressões vulgares;
- Falar de certos pecados (Ef.: 5:11,12), nome e feitos do Adversário;
- Entrar em certas doutrinas complexas e controvertidas. Expor teologia;
- Cacoetes, tiques, gestos repetidos (mexer na gravata, coçar o nariz, puxar a aliança), Expressões repetidas ("né", "glória Jesus", "na verdade", "na realidade"), palavras pronunciadas erradamente, enfiar a mão no bolso, etc.;
- Gritar, socar o púlpito, bater o pé no chão;
- Criticar igrejas e pessoas;
- Falar de política, criticar o governo;
- Pregação dirigida (aproveitar o púlpito para atacar alguém);
- Citar nomes de pessoas, mesmo que elogiosamente. Falar muito de si mesmo;
- Demonstrar cultura, deixando pouco espaço para a Palavra de Deus;
- Uso de palavras difíceis (auscultar, prescípuo, canícula), expressões que ninguém entende, latinório ("ex catedra", "errare humanum est", "dura lex ced lex");
- Agredir a congregação, fazer acusações.
- Falar com raiva e com voz áspera (palavra cortante como navalha);
- Usar o púlpito para defender uma interpretação particular sobre doutrina estranha à Obra;
- Apresentar-se despenteado, com a barba por fazer, com roupas amassadas ou sujas.
- Ir ao púlpito sem paletó e gravata;
- Falar de fracassos pessoais;
- Demonstrar emoções exageradas (chorar, falar em línguas em vez de pregar, etc.);
- Usar humor de mau gosto, irreverente ou fora de propósito da mensagem.
14. NOTA FINAL:
Todas as orientações aqui presentes visam ajudar os irmãos que pregam.
Por si só não farão de ninguém bons pregadores.
Somente será possível aprender de fato a pregar, pregando.
Quanto ao resultado espiritual daquilo que se prega, somente poderá ser obtido por uma vida na
presença do Senhor.
Importante => Seja conhecedor da Bíblia, leia diariamente.
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